A Animalife permite divulgar e apoiar os animais que existem para adopção. Juntos vamos criar histórias felizes.
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Dicas e Utilizadores - Viver com um Animal
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Ter um animal de companhia a correr pela casa é divertido, mas acarreta também grandes responsabilidades. A adopção de um novo membro para a família, porque é disso que se trata, implica um rol de rotinas e de cuidados. Mas que valem sempre a pena, porque o amor de um amigo de quatro patas é verdadeiro e incondicional. E, como se não bastasse, vários estudos mostram que quem lida com animais é mais saudável e sofre menos de stress. Só boas razões para ter um!
Mas, como escolher um animal de companhia?
Antes de tomar uma decisão, nada como se informar: tente saber tudo sobre as características e as necessidades da espécie/raça que à partida parece encaixar nas suas preferências.
E não se esqueça que o cão ou o gato que mais lhe agrada pode não se coadunar com o seu temperamento ou com o seu estilo de vida. Mais: os animais envelhecem a um ritmo mais acelerado do que os humanos, mas se toma a decisão de ter um, saiba qual é o tempo médio de vida do seu novo amigo, porque vai assumir um compromisso com ele para toda a vida. Ele merece um dono presente.
O seu novo cão, gato ou outro bichinho de estimação vem fazer parte da sua família. Por isso, é imprescindível que todas as pessoas que com ele vão conviver diariamente dêem o seu aval ao novo membro e que ajudem, sempre que necessário, nos cuidados a ter com ele: tanto para o educar, como para o alimentar ou passear. Importante também é saber se há alguém alérgico a animais lá por casa. Tudo para que o seu animal de companhia entre naturalmente para uma família à espera de um novo amigo.
Adopção: o caminho mais fácil e mais solidário
Há centenas e centenas de animais carentes e abandonados à procura de um dono e de um lar. Não precisa de ir muito longe para encontrar cães, gatos e outros animais com um olhar triste, mas que depressa abanam o rabo à espera de um mimo.
Os canis e gatis municipais, as associações de protecção dos animais são alguns dos locais onde pode encontrar cães e gatos saudáveis para adopção. Muitos daqueles que são rejeitados acabam abatidos, porque os canis e gatis estão lotados. Você pode fazer algo por eles.
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São as duas espécies de animais de companhia que mais encaixam nas preferências dos portugueses. Há até quem tenha vários cães e gatos a correr pela casa. Mas para as famílias que querem ter apenas um deles, surge logo a primeira dúvida. Como escolher entre um cão e um gato?
Pode ter as suas próprias preferências, mas converse primeiro com a família. Se algum dos membros tiver alergia a uma das espécies, tem aí logo a solução. De resto, há algumas dicas práticas para que a escolha do seu novo amigo se faça da forma mais natural possível.
Cães:
- São considerados os melhores amigos do Homem, muito fiéis e obedientes;
- Muito inteligentes e afáveis andam atrás dos donos para todo o lado se estes o permitirem;
- São, regra geral, muito sociáveis e extrovertidos. Têm, de facto, uma predisposição para relações interpessoais;
- Na presença dos donos enchem-se de valentia, são curiosos e exploram tudo o que há à sua volta; quando eles não estão ficam deprimidos, angustiados, tristes e desorientados;
- A ligação que estabelecem com os donos é de tal ordem que ficam tristes ou até adoecem se os donos também se encontram desanimados ou padecem de alguma patologia;
- Em termos de temperamento são vigilantes, corajosos e possessivos
- Precisam de mais atenção do que os gatos, porque necessitam de passeios frequentes até à rua não só para fazerem as suas necessidades, mas também porque são mais activos do que os gatos e precisam de libertar energias;
- São ciumentos em relação aos donos, dado o amor incondicional que por eles nutrem e usam todas as artimanhas possíveis para captar a sua atenção: desde mostrar a barriga à procura de festas, ir buscar uma bola para brincar ou até fingir lesões e deixar de comer.
- Muito intuitivos, conseguem percepcionar se o dono está a regressar a casa, ladram se ouvem o barulho de um motor de automóvel diferente do habitual; são capazes até de intuir o pensamento dos seus donos, através de uma quase «telepatia»
Gatos:
- Mais independentes e com uma personalidade;
- São afáveis, mas mais imprevisíveis no comportamento a adoptar;
- São uma companhia para um dono calmo, que goste de animais pouco ruidosos;
- Mais autónomos, fazem as suas necessidades na areia, pelo que não precisam de passeios frequentes até à rua e lavam-se sozinhos logo a partir do 15º dia de vida. São, por isso, mais asseados do que os cães;
- É difícil motivá-los, mas não se pense que por falta de inteligência: têm níveis cognitivos muito semelhantes aos dos cães;
- Não crescem tanto como algumas raças de cães, o que para pessoas que vivam em apartamentos pode ser uma boa opção;
- Adaptam-se facilmente a qualquer casa ou apartamento, até nos mais pequenos;
- Libertam pêlo e podem fazer estragos nos sofás e nas cortinas com unhas;
- São bons proprietários que zelam pelo seu território, quer através de marcas, quer através de uma observação atenta para impedir que outros gatos invasores se apropriem dele;
- Os gatos são mais selectivos e têm mais dificuldade em perdoar alguém que os magoe do que os cães. Neste sentido, só abrem o coração a algumas pessoas.
Resta fazer um balanço dos prós e contras destes amigos peludos e ver qual deles se adequa mais à sua personalidade e à da sua família.
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Um amigo, um companheiro, um guarda. O cão é considerado o melhor amigo do homem. E se gostava de adoptar um, vai ser difícil escolher. Há cães para todos os gostos e feitios: de pequeno, médio ou grande porte, mais selvagens ou mais domésticos, brincalhões ou pachorrentos. Como escolher um?
Antes de mais, este é um acto de carinho. O novo membro da família vai fazer parte dela por muito tempo e a primeira questão é reflectir sobre o porquê de ter um cão.
Se é sobretudo para ter uma companhia, nada como avaliar que tipo de companhia quer:
- Um cão tranquilo, traquina, enérgico, pequeno, médio, grande? E o novo amigo vai fazer parte de uma família composta só por adultos, ou também por idosos e/ou crianças?
- Um cão de guarda, para estar alerta em caso de alarme ou para ser seu guarda-costas?
- Um cão para pastoreio ou para o campo? Que ambiente e condições terá para o seu novo amigo e com que animais vai ele lidar?
- Ou quer simplesmente um novo amigo, porque simplesmente adora animais?
Macho ou fêmea?
Os machos costumam ser mais independentes em relação ao dono e senhores do seu nariz no que toca ao território que julgam ser o seu. Tendencialmente com um porte maior, no entanto atingem a maturidade mais tarde do que as fêmeas.
Um cão não entra na fase do cio como uma cadela; na verdade está sempre pronto a acasalar. Não perde sangue, como as fêmeas, mas, por outro lado, urina com mais abundância em diversos locais para marcar território.
As fêmeas são mais submissas aos donos, mais sociáveis e apegadas às pessoas. Costumam ter um porte menor e entram na fase do cio duas vezes por ano, durante cerca de 25 dias.
Cachorro ou adulto?
Feita a lista de diferenças entre os vários tipos de cães e entre os seus sexos, o passo seguinte é perceber se gostava de ter um cachorro ou um cão adulto. Neste processo de escolha é essencial saber, pelo menos as informações básicas sobre a raça, tipo de cão e idade.
Os cachorros precisam de muita dedicação, sobretudo no primeiro ano de vida. E estão perfeitamente adequados a donos enérgicos e com tempo livre para educar o pequeno aprendiz.
Tal como acontece com um filho bebé, também com um cachorro é preciso ter paciência e muita atenção para que se desenvolva dentro dos parâmetros normais. O dono deve investir parte do seu tempo na educação do cachorro para que ele desenvolva um carácter equilibrado, seja sociável e não constitua qualquer tipo de perigo para a sociedade no futuro.
E, mais uma vez como se de um filho de tratasse, assistir ao crescimento de um cão é uma experiência formidável. Desde as brincadeiras às peripécias mais caricatas, aos períodos de doença ou de algum sufoco, o nosso cão mostra-nos como a vida é feita de coisas boas e más, mas que o que de bom acontece claramente sai a ganhar.
Se quiser adoptar um cachorro, o ideal é conhecer os pais do futuro membro da família. É que ele vai herdar certamente muitas das características dos seus progenitores: as boas e as más. Por isso, se tiver oportunidade de ver como é que os cães se comportam na ninhada, tanto melhor.
Este é o primeiro contacto que tem com o filhote e pode ser bastante revelador. Há cães que são, logo à partida, dominantes no grupo: estão sempre a lutar com os irmãos ou a roubar os seus brinquedos. E isso quer dizer que precisarão de regras apertadas de educação e, por outro lado, significa que serão excelentes cães de protecção ou com maiores apetências para actividades desportivas.
Depois, há aqueles de comportamento intermédio, cães ideais para donos com pouca experiência, porque são mais fáceis de educar. São os que, durante uma brincadeira, não fazem tanto por dominar os irmãos e não ficam assim tão chateados se perdem um brinquedo.
Há ainda os mais tímidos, normalmente os mais cobiçados, porque as pessoas sentem pena dos cachorrinhos que estão lá mais ao canto da ninhada, sem entrarem em guerras por brinquedos ou por atenção, e que parecem mais desprotegidos. Mas são os que, porventura, requerem mais atenção por parte dos donos, no sentido de investirem na sua socialização. Precisam de ter contacto com várias situações e pessoas, para se adaptarem ao meio. Caso contrário, podem adoptar uma postura de defesa e morder outros animais ou pessoas, por puro medo. São, no entanto, bons cães de guarda. É que por serem inseguros estão sempre alerta.
Mas se, em consciência, percebemos que não temos tempo, paciência e alguma experiência ou vontade de acompanhar e educar um cachorro, porque não pensar em adoptar um cão adulto?
Esta pode ser uma boa opção, em primeiro lugar porque podemos estar salvar a vida de um cão que esteja a perecer num canil. E podemos ainda contribuir para que um outro cão possa deixar a rua e ser acolhido, ainda que numa primeira fase e até encontrar uma família, por esse mesmo canil.
Depois, os cães adultos já são mais educados, compreendem mais rápido e agem em conformidade quando os donos lhes pedem alguma coisa. São por isso, mais obedientes e sabem que devem aceitar as regras da casa.
Também no que toca às suas necessidades fisiológicas os cães adultos já são, espera-se, bem comportados. E, pela idade que têm são, à partida, mais equilibrados, pelo que aquela fase de andar pela casa a roer sapatos já fará parte do passado.
Já não são tão enérgicos, nem precisam de atenção permanente como os cães mais novos, pelo que podem passar mais horas sozinhos sem que se sintam tão deprimidos.
Se vamos de férias, até nas mais improvisadas, com passeios selvagens pelo meio, eles acompanham-nos para todo o lado porque já têm uma forma física mais consolidada.
E, muito importante, não chateiam os donos durante a noite, porque já não precisam de tantos cuidados como os cachorros e adaptam-se facilmente aos horários da família.
Um cão adulto, quando adoptado, fica eternamente grato à família que o acolhe e, por isso, dedica-lhe muitas lambidelas de carinho. Isso não vale por tudo?
Seniores e cães sem raça definida: uma adopção consciente
Os cães sem raça definida são únicos e têm menos tendência para desenvolver doenças genéticas, comuns em determinadas raças puras. Ter um cão destes é uma raça mística original. São cães como os outros em termos comportamentais; destacam-se sim pelas características físicas: são de uma beleza que não encontra certamente igual exemplar.
Os cães seniores exigem menos tempo e sentido de alerta desde o primeiro dia, já que a maioria deles passou por outros lares e tem consciência do que está certo e do que está errado.
Muitos já sabem que devem pedir para ir à rua e todos eles passaram já pelas fases complicadas de crescimento. Mais: o amigo que temos à nossa frente será como o vemos para sempre, física e temperamentalmente. Não nos causará surpresas desagradáveis. É um cão fiel como os outros, mas mais calmo e, no que toca a amor e dedicação, não desilude em nada a sua espécie. Bem pelo contrário.
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Os gatos são sedutores por natureza e, por isso, não é fácil escolher um. O seu ar misterioso, auto-confiante e altivo torna-os ainda mais incríveis. Mas o leque de qualidades não se fica por aqui.
Em termos de estrutura são bastante flexíveis, ágeis e robustos; ligeireza e equilíbrio são outras das características físicas dos felinos.
Quanto ao comportamento, são sempre autênticos nas suas acções, já que agem sempre de acordo com os seus sentimentos e não têm medo de mostrar que não gostam de alguma coisa. Cheios de vitalidade, escondem-se nos sítios mais inusitados, seja para brincar, seja porque estão com medo de algo ou de alguém.
Embora sejam óptimos animais de companhia dentro de casa, exercício é fundamental para porem todos os músculos a mexer, no sentido de não perderem as suas qualidades físicas inatas. Cabe aos donos promover estímulos que exercitem as suas capacidades. Mas atenção, os gatos só fazem exercício quando bem entendem. Os brinquedos e as construções próprias para as actividades desportivas dos felinos são uma óptima estratégia para terem sempre à sua disposição.
Apesar de ser verdade que os gatos cuidam bem deles próprios, também precisam dos cuidados dos seus donos. Em família, as próprias crianças podem dar uma ajuda. Até porque esta constitui uma oportunidade para elas próprias lidarem com a responsabilidade de tomar conta do novo amigo de quatro patas, alimentando-o, tratando da sua higiene e exercícios físicos. Desenvolverão valores como a paciência e o auto-controlo.
Antes de decidir qual é o seu gato de eleição, converse com um veterinário que irá aconselhá-lo e esclarecer-lhe todas as dúvidas. Se já é mestre nestas andanças por ter gatos lá por casa, é preciso prudência ao trazer um novo membro para o mesmo ambiente.
Se quer um gato saudável e resistente, normalmente os gatos de rua são os mais fortes, porque sobreviveram sem alguns cuidados e ganharam defesas. Lá está, a adopção é sempre a melhor escolha!
Mas porquê adoptar um gato?
Viu um num sofá de um amigo aninhado ao seu colo e pareceu-lhe uma experiência super carinhosa e relaxante? Ou está sozinho em casa e gostava de ter uma companhia? Ou quer ainda uma companhia para os seus filhos?
Estão são algumas das muitas perguntas que não podem ter como resultado a adopção de um animal por mero impulso. Muitas vezes esse comportamento traduz-se em frustração, até porque, lembre-se, os gatos têm uma personalidade muito vincada e são muito independentes. São mais eles a ditar as regras do jogo e não é de uma hora para a outra que passam a fazer tudo o que os donos querem.
Se quer adoptar um gato reflicta primeiro se tem:
- Espaço suficiente em casa?
- Disponibilidade para garantir as suas necessidades básicas? Isto é, comida, ambiente seguro, esterilização ou castração, vacinação, idas frequentes ao médico ou tratamentos de emergência;
- Disponibilidade financeira? Ter um gato implica alguns gastos de logística (cama, caixa, areia, brinquedos) e «manutenção» (gastos alimentares, saúde);
- Sabe quais são as tarefas diárias? Alimentação, limpeza da areia e escovagem (se a bola de pêlo estiver inserida numa família, nada como dividir as tarefas por todos); as crianças também podem participar e, desta forma, aprendem a adoptar atitudes de responsabilidade. Mas os adultos devem sempre vigiar se as tarefas foram desempenhadas correctamente, não vá o gato ficar sem comer durante dias;
- Tempo? Os gatos são mais donos do seu nariz, mas gostam de receber carinho e são muito sociáveis. Bastam 15 minutos por dia só de brincadeira para que a bola de pêlo tenha o dia ganho;
- Estratégias anti-estragos? Arranhar coisas é com os gatos. Têm unhas sempre bem afiadas e, por isso, há que ter cuidado com o sofá ou com as cortinas lá de casa. Nada como oferecer um arranhador ao seu pequeno amigo e cortar-lhe as unhas regularmente para não haver problemas de maior;
- Crianças em casa? Um gato pequenino é visto como um brinquedo em movimento para as crianças que ficam facilmente fascinadas com a beleza e a doçura destes bichinhos. Mas cuidado com os arranhões do felino que, ainda que por brincadeira, podem aleijar a sério. Deve ensinar o seu filho a lidar com o gato, respeitando o seu espaço. Se quer jogar pelo seguro, pode escolher um gato adulto que certamente já saberá tolerar as brincadeiras dos miúdos.
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Uma das atitudes mais nobres que podemos ter em sociedade. Adoptar um animal é dar uma oportunidade de vida e de amor a um bicho de quatro patas. E deve ser um acto consciente e responsável, o assumir de um compromisso para toda a vida com o novo membro da família.
É estar presente para tudo o que ele precise, desde os cuidados mais básicos de alimentação, higiene, educação e saúde como, e não menos importante, para a atenção e carinho que ele merece receber.
Adoptar um animal de companhia por mero impulso não é, de longe, a melhor opção. Devemos reflectir, em consciência, se temos tudo o que é preciso para o bem-estar do nosso novo amigo, tendo em conta a sua raça e particularidades. Primeiro que tudo, esta deve ser uma decisão consensual; toda a família deve dar o «sim» tão esperado por si e acolher o animal com o mesmo carinho e dedicação que você lhe dispensará.
Ou seja, adoptar um animal de companhia deve ser uma decisão vista da perspectiva da felicidade do próprio animal e não somente do seu umbigo. Porque se o fizer feliz, ele dar-lhe-á muito em troca: fidelidade e um amor incondicionais, como só os amigos de quatros patas sabem fazer, de forma autêntica e verdadeira.
Educação, amor e paciência
Se optar por escolher um cachorro, não se esqueça que a educação é preciosa nestas idades. E além disso, exige de si muito tempo e paciência, sobretudo no que toca a ensinar o seu novo amigo onde fazer as suas necessidades e que roer sapatos não é um comportamento digno de um cachorro bem comportado. Mas em troca, se lhe dedicar tempo, vai receber muitas lambidelas e abanões de rabo que valem por tudo!
Para ter um animal, quer seja um cão ou um gato, precisa sobretudo de lhe dedicar amor, carinho e algum tempo, mas também é certo que terá de ter com ele algumas despesas. E se quer assegurar-lhe uma vida saudável, certifique-se de que a sua situação financeira está, também ela, de boa saúde para poder lidar com todos os encargos de alimentação, visitas regulares ao veterinário, cuidados de higiene, brinquedos… E claro, despesas adicionais provocadas, por exemplo, por uma doença ou acidente.
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Conviver com um animal de companhia exige tempo, dedicação, carinho, alguns investimentos e muita, muita paciência. Dentro de um apartamento, todas estes propósitos surgem a dobrar! É que duplicam os cuidados a ter com a higiene (do animal e da própria casa). Mas pode ser, sem dúvida, uma boa experiência, dando garantias de grande dinamismo nesta relação de amizade que se constrói dentro de quatro paredes.
Os sacrifícios de tempo e de gestão da vida em família com o animal dentro de um apartamento compensam se realmente ama o seu animal e respeita as suas necessidades. Os contratempos não passam disso mesmo, contratempos.
Há animais que precisam de mais espaço do que outros. Antes de ter um, informe-se sobre as normas em vigor no seu condomínio. Mais vale prevenir problemas futuros com os vizinhos.
Viver num apartamento: as regras a respeitar
A vida selvagem está inerente às várias espécies animais. Algumas delas estão mais predispostas a entrar no ritmo de vida dos humanos, sem perder, no entanto as suas especificidades. Os animais de companhia só podem viver em zonas urbanas se tiverem condições de alojamento adequadas, não causarem perigo para os vizinhos nem problemas de higiene.
A lei define como limite máximo quatro animais por apartamento, sendo que não podem coabitar mais de três cães ou quatro gatos, perfazendo no total não mais do que quatro animais. Ou seja, embora só possa ter três cães, poderá ter ainda um gato. Um tecto que só poderá ser ultrapassado com uma autorização do município e com um parecer favorável do veterinário municipal e do delegado de saúde, até um máximo de seis animais.
Os donos que não respeitam estas regras arriscam-se ao pagamento de uma multa, a uma fiscalização por parte do delegado de saúde que poderá reencaminhar os animais para o gatil ou para o canil municipal.
Note-se ainda que cada condomínio tem as suas próprias regras. O que não pode acontecer é proibirem-no de ter um animal de estimação. Esse é um direito que está consagrado na lei, desde que sejam respeitadas as condições de salubridade e tranquilidade da vizinhança.
Os vizinhos: serão mesmo um problema?
Quem tem ou quer ter um animal de companhia num apartamento, depara-se logo com o dilema dos vizinhos. Mas serão eles realmente um problema? Na hora de levar o seu pequeno amigo para casa é tudo uma questão de bom senso.
Faça tudo por manter uma convivência saudável com os seus vizinhos e inteire-se sobre as normas vigentes no condomínio quanto a esta matéria. Mas lembre-se que a convivência em apartamento com amigos de quatro patas está prevista na lei, pelo que o condomínio não o pode proibir. Excepto se (sobretudo no caso dos cães):
- o animal constitui uma ameaça à integridade física das pessoas
- oferece risco à saúde dos outros inquilinos do prédio
- causa algum tipo de prejuízo ao sossego e bem-estar dos outros moradores
Mesmo que o seu amiguinho não possua nenhuma destas características, mas os vizinhos continuam a reclamar deve tentar conversar com eles e chegar a um consenso, explicando-lhes que está no seu direito de ter um animal e que se certificará de que não ele não incomoda o dia-a-dia dos outros moradores.
O animal de companhia e as quatro paredes
Desengane-se quem pensa que ter um animal dentro de um apartamento é estar a aprisioná-lo. Nada como ter dentro de casa as condições adequadas ao dia-a-dia de um animal, sem esquecer que eles gostam também de ver a luz do dia, de esticar as patas num jardim e correr para descarregar energias. A combinação destas duas partes fará a sua bola de pêlo ainda mais feliz!
Dentro de quatro paredes, o primeiro teste a fazer é se a casa está adequada ao futuro membro. Há animais que se adaptam bem a espaços pequenos, outros nem tanto. E está o seu apartamento devidamente «equipado» para receber um amigo de quatro patas?
Cada animal tem as suas particularidades, as suas características e necessidades distintas. Até os peixes exigem cuidados diários ou quase diários de alimentação, limpeza do aquário, verificação da temperatura da água e vigilância quando lhes apresentamos um novo companheiro de «quarto».
Cães e gatos precisam igualmente de muita atenção e de alguns cuidados redobrados, já que podem virar a casa do avesso. Pense como se fosse consigo: se tivesse de ficar fechado em casa durante todo o dia, precisaria de se distrair com alguma coisa: os brinquedos são essenciais para que cães e gatos não optem por outras «brincadeiras» de que certamente os donos não iriam gostar, como roer sapatos, rasgar sofás ou cortinas e deixarem maus cheiros espalhados pela casa.
A castração ou esterilização ajudam a minimizar a «revolta» dos bichos quando eles ficam sozinhos em casa e não sabem o que fazer, já que se tornam mais calmos, controlam melhor a ansiedade e obedecem mais às regras impostas pelos donos.
Cães a correr pela casa?
Os cães são, regra geral, muito enérgicos. Mas nem por isso são menos felizes se viverem num apartamento. Contam com os donos para lhes proporcionar passeios diários até à rua e para lhes dar todo o mimo que merecem.
Qualquer animal precisa de espaço para as suas necessidades físicas, fisiológicas ou emocionais. Se vive apenas num espaço confinado a quatro paredes, sem nenhum contacto com o exterior, terá muito provavelmente problemas em alcançar um bom desenvolvimento físico e temperamental. Além disso, tornar-se-á um cão anti-social.
Por isso, há algumas estratégias para que o seu cão não se sinta preso em casa. E é tudo uma questão de disciplina da sua parte:
- Antes de sair de casa para ir trabalhar, convide-o para o seu primeiro passeio matinal;
- Dê-lhe um biscoito (vai ver que abana o rabo em sinal de agradecimento) e, caso não possa voltar à hora de almoço, deixe-lhe já comida suficiente para o resto do dia;
- Não se esqueça de deixar as persianas abertas, para que ele sinta a luz do dia e possa até espreguiçar-se no chão a apanhar banhos de sol;
- Sempre que chegar do trabalho, leve-o a passear à rua, deixe-o correr e cheirar todos os cantos;
- De volta a casa, e se o seu cão tiver pêlo à espera de uma escovagem, essa é mais uma das tarefas diárias de que não se pode esquecer;
- Verifique depois se ele ainda tem comida na taça;
- Aspire os pêlos espalhados pela casa e limpe eventuais descuidos do seu amiguinho;
- Depois do jantar brinque com ele, dê-lhe colo e muitos mimos!
Para minimizar a questão das limpezas diárias, pode adoptar algumas estratégias:
- Deixe a porta dos quartos fechada, tal como as dos compartimentos que não quer deixar abertos para não ter surpresas desagradáveis;
- Mantenha a casa decorada de acordo com o tipo de cão que tem: se ele é muito reguila e/ou trapalhão, mais vale afastar do seu alcance coisas que se partam com facilidade,
- Mantenha a cama do seu amiguinho e todos os acessórios que lhe digam respeito na cozinha ou num compartimento com luz e com um chão de louça e não de madeira, porque se ele se descuidar é mais fácil de limpar e não ganha cheiro;
Cães de grande porte em apartamento
É um mito ou será verdade que cães de grande porte não devem viver em apartamentos? Depende das condições que os donos lhes proporcionam.
Os cães de médio e grande porte precisam de mais espaço para gastar energias e de grandes passeios para esticar as patas. Mas não só. Ter um cão dentro de um apartamento não é impossível, desde que o amor dos donos seja incondicional e, claro, se traduza em cuidados diários deste tipo.
É tudo uma questão de sacrifício, tanto para o dono, como para o cão, mas um sacrifício que pode compensar se existir dedicação, paciência e se as regras forem cumpridas. Mais uma vez pense como se fosse consigo e como gostaria que lidassem com as suas necessidades.
Cachorro ou cão adulto: qual é melhor?
Todas as dicas a ter em conta para ter um cão dentro de um apartamento servem quer ele seja de pequeno, médio ou grande porte e quer seja um cachorro ou um cão adulto. Claro que algumas delas devem ser postas em prática com atenção redobrada consoante os casos.
Os cachorros precisam de mais atenção e são mais irrequietos. Um cão adulto já é mais calmo e consegue passar algumas horas sozinho sem se sentir abandonado. E não cresce mais do que o tamanho actual, pelo que não causará grandes surpresas no futuro; se a casa tem espaço suficiente agora, terá também mais tarde.
Mas tudo depende da personalidade do cão adulto ou do cachorro: se for muito inteligente e matreiro pode ser um terrível companheiro de apartamento, salvo se os donos se anteciparem e organizarem a casa à imagem do seu amigo de quatro patas sem, no entanto, deixarem que seja ele a ditar todas as regras.
Gatos: donos do seu nariz, chefes da casa?
Os felinos são animais que se adaptam bem a apartamentos. Como não precisam de passeios frequentes, os donos mais ocupados não têm de estar sempre preocupados em estar em casa a horas de os irem levar à rua.
Ainda assim, há alguns cuidados diários imprescindíveis: mudar todos os dias a areia onde o gatinho alivia as suas necessidades, alimentá-lo, dar-lhe mimos e, no caso dos gatos mais peludos, escová-los para que não larguem tanto pêlo nem o comam quando se lavam (isso poderá resultar na formação de bolas de pêlo no estômago).
Os gatos gostam de ter a sua própria cama e alguns brinquedos. Até com um papel amassado em forma de bola de divertem! Mas tenha cuidado com os brinquedos para que não sejam susceptíveis de ser engolidos.
E se quer evitar cortinas e sofás arranhados pela casa, tenha desde a primeira hora um arranhador disponível: pode comprar um ou pôr você mesmo mãos à obra, utilizando materiais de madeira. Os gatos arranham para se exercitarem, é algo que faz parte da sua natureza. Para minimizar a gravidade dos arranhões que podem fazer aos membros da família, corte-lhe as unhas regularmente.
Perigos: mais vale estar de olho
Lá diz o ditado que «a curiosidade matou o gato». Os felinos são muito curiosos e exploradores. Saltam para os sítios mais improváveis e têm um equilíbrio fora do comum. No entanto, se quer evitar males de pior, todo o cuidado é pouco.
Quem tem um gato tem de habituar-se ao seu modo de vida. É vê-lo num parapeito da janela de casa (mesmo que seja um sétimo andar). É vê-lo dentro da máquina de lavar ou no meio das gavetas. Artimanhas e esconderijos é com eles. Portas, janelas, armários, máquina de lavar e forno são alguns dos sítios mais impróprios, mas que eles podem perfeitamente querer conhecer de perto.
Aparentemente podem parecer peripécias engraçadas, mas há que ter cuidado para que não fiquem presos dentro de uma gaveta e possam sufocar ou sejam lavados juntamente com a roupa dos outros membros da família.
Claro que não precisa de ter sempre o seu gato debaixo de olho. Opte antes por deixar tudo fechado e/ou desligado para que ele não se lembre de fazer asneiras.
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Cães e gatos também são, tal como nós, animais sociais quando são domesticados. E, se vivem em cidades, têm também de respeitar algumas regras, já que vivem nelas. Na verdade, as cidades estão sobretudo organizadas à escala humana. Só que o cão ou o gato não é um peluche e também tem as suas necessidades, sejam elas físicas, fisiológicas ou temperamentais.
Quando vamos com o nosso amigo à rua, ele deixa não só uma «obra» à natureza, mas também uma mensagem para os outros perceberem quem por ali passou. Mas não deve ser você e o seu cão a contribuir para que a cidade fique mais suja.
Tudo começa pela educação que ele tem lá em casa: se é limpo entre quatro paredes, também o é fora. E dessa forma o dono recolherá as fezes que o cão ou o gato deixarem na rua. Uma situação que diz respeito sobretudo aos nossos amigos caninos; os gatos são sempre bem mais discretos. Mas na verdade, não cabe apenas ao cão ser higiénico! Ele tem de se aliviar em algum lado; cabe sim ao dono contribuir para que o seu amigo seja um cidadão, ou melhor, um «cidacão» de gabarito. E não se esqueça, é a você que os vizinhos ou as pessoas que circulam na rua vão apontar o dedo!
Todos os cães devem usar coleira ou peitoral quando andam na via pública e devem estar perfeitamente identificados com o nome, a morada e o telefone do seu dono. E os animais de caça devem usar sempre açaimo quando estão em locais públicos, excepto se estiverem controlados por uma trela. Para os cães de raças perigosas é mais do que obrigatório o uso do açaimo. É tudo uma questão de bom senso.
Um cão pode ser agressivo por natureza, mas também porque você o repreende mal. Um cão que receba um castigo doloroso pode virar-se contra o seu dono e morder-lhe num acto de defesa. E aqueles que não foram sociabilizados quando mais novos podem ficar ansiosos na presença de outros animais.
Aqui entra a consciência do próprio dono: se quer evitar males de maior, mais vale prevenir para bem do seu cão e sem esquecer que, se ele vive em sociedade, também deve pensar na segurança dos outros.
Porta fechada: animais não são bem-vindos
Quem tem animais e quer ir a um café, a um centro comercial, andar em transportes públicos ou ir de férias pode ter alguns dilemas para resolver. Muitas vezes os animais não são bem-vindos em vários espaços públicos, excepto, claro, os cães-guia.
Esteja sempre atento à sinalização (foto do símbolo de proibida entrada de animais)
Quando circulamos na estrada, quer enquanto peões, quer como condutores, temos de respeitar a sinalização existente. São regras para estar em sociedade e para que ela não se torne caótica.
Da mesma forma, os animais de companhia também têm de respeitar algumas normas. Mas para isso, precisam da ajuda dos seus donos, já que as proibições têm génese humana. Os animais de companhia são livres e instintivos.
Um cão ou um gato devem ter sempre o boletim de vacinas em dia e, quando passeiam na rua, a trela e o açaime. Para os cães potencialmente perigosos ou com tendência a serem agressivos quando entram em contacto com outras pessoas ou animais o açaime é imprescindível, tal como o seguro.
Corridas na areia e banhos no mar
Ficamos deliciados quando vemos os nossos amiguinhos de quatro patas a correr pela praia, a rebolar na areia… Os mais corajosos até mergulham no mar sem problemas. As restrições à presença de animais nas praias têm sido cada vez mais apertadas. Mas só em alguns casos.
A época balnear começa a 1 de Junho e termina a 30 de Setembro. Saiba a que praias pode levar o seu amigo:
Praias concessionadas
Estes locais são «geridos» por uma entidade que é responsável pelas condições que a praia dá aos turistas ou utentes locais no decorrer da época balnear. E neles os cães não podem entrar. Durante a época balnear, quer as praias estejam situadas na orla marítima, em rios ou até em lagos, a entrada está barrada a animais de companhia.
Excepções? Só para os cães-guia que ajudam pessoas com deficiência. Quem se arriscar a levar o amiguinho até uma praia concessionada pode ser convidado a sair ou ser obrigado a pagar uma multa.
Praias não concessionadas
Nestas praias não está atribuída nenhuma concessão a qualquer entidade durante a época balnear, pelo que os animais podem frequentar, sem problemas, estes locais, em qualquer zona do país, salvo se existir sinalização em sentido contrário da responsabilidade da câmara municipal.
Se quiser dar um passeio por aquelas bandas com o seu animal proporcionar-lhe-á momentos únicos de alegria em que pode correr, saltas, brincar; enfim, gastar energias em actividades saudáveis.
Mas tal como nós temos alguns cuidados na praia, também deverá ter com eles: nos momentos de maior calor não os exponha ao sol e tenha sempre água à mão, para o caso de os notar ofegantes.
Se estiverem no mar, esteja sempre atento. Eles têm naturalmente predisposição para saber nadar e desenrascar-se, mas nunca é demais tê-los debaixo de olho. E evite deixá-los beber água salgada e nunca, nunca deixe os seus companheiros dentro do carro, mesmo com a janela aberta e mesmo se for por pouco tempo. O calor pode ser, muitas vezes, fatal.
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«Vida de cão» é uma expressão habitualmente utilizada pelos humanos para caracterizar uma vida de muito esforço e dificuldade. Mas não é necessariamente assim, pelo menos para os cães que têm a sorte de encontrar pessoas que lhes dediquem tempo, atenção e muito carinho. Os cães são companheiros fiéis e grandes amigos que nunca falham. E nós devemos retribuir-lhes a dedicação que têm para connosco, ajudando-os a ter uma longa boa vida de cão.
O percurso do nosso pequeno amigo é sempre influenciado por dois eixos: a genética e o meio ambiente. Nesta segunda vertente, os donos assumem um papel fundamental. O comportamento e qualidade de vida do nosso pequeno grande amigo será resultado da combinação harmoniosa entre estes dois factores.
Uma tarefa que começa desde o primeiro dia.
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Chegou o grande momento por que toda a família esperava: o novo amiguinho chegou a casa. É natural que surjam também algumas preocupações: o que fazer? Será que está tudo em condições para o receber?
Estas são perguntas que, de antemão, já devem estar solucionadas, porque não se tem um animal de companhia por ter, sem preparação: à hora da chegada, a casa já deverá estar «equipada».
A família deve receber o pequeno amigo o mais naturalmente possível para que ele não estranhe muito o ambiente. Não se sinta frustrado se o seu animal de companhia parecer assustado ou algo confuso na chegada a casa. Não se esqueça que ele acabou de separar da mãe e da ninhada ou dos antigos donos e do espaço onde passou parte da sua vida.
Por isso, é muito importante que as primeiras horas, os primeiros dias ao lado da nova família sejam de plena integração e harmonia. O fundamental é o carinho e o amor que lhe demonstrar: ele vai certamente perceber que tem na sua família a melhor companhia.
Se tiver um cachorro, o período que vai das 5 às 12 semanas é fundamental para que ele aprenda a socializar. Trata-se de um processo de aprendizagem de como comunicar, como e quando obedecer e de apurar os sentidos, sobretudo o olfactivo.
O primeiro passeio à rua é um dos primeiros testes. E deve acontecer só duas ou três horas depois de o cachorro ter comido, para que a ansiedade habitual causada por um «Vamos à rua?» não provoque problemas de digestão, sobretudo neste primeiro passeio exploratório com o novo dono.
O seu novo amigo precisa de conhecer o ambiente que o rodeia, se possível de durante o dia. Por isso, o primeiro passeio deve ser feito à luz do dia, com claridade, para que ele possa explorar o terreno sem desconfianças.
Com o passar dos dias, os passeios frequentes podem também funcionar como momentos de aprendizagem, não só para perceberem onde podem aliviar as suas necessidades, mas também para exercitarem alguns exercícios de destreza: apanhar uma bola ou um boneco, correr, entre outras actividades.
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Aprender comportamentos certos no momento certo. Mais vale prevenir do que remediar e, por isso, a juventude do seu cão é um período chave para que, no futuro, não se revele um animal de companhia problemático.
Os cães jovens são, regra geral, muito enérgicos e divertidos. E se souberem, desde cedo, lidar com outros animais e com humanos, tornar-se-ão muito sociáveis. Os cães jovens são como as crianças: apreendem facilmente novas informações e se forem devidamente estimulados, mais inteligentes e equilibrados se revelam.
A juventude de um cão começa por volta dos sete meses, altura em que podem muito bem passar de traquinas adoráveis a traquinas que colocam a nossa paciência em teste. É que este é um momento em que querem mostrar traços de personalidade que se calhar até desconhecíamos.
É a fase típica da adolescência por que também passam os humanos; de «nariz mais empinado», mais teimosos e menos obedientes… até mais provocadores: são estes os cães adolescentes. São cães já com maior robustez física e disposição para serem desafiados a «lutar». Por isso, há que dosear bem as brincadeiras para que não se tornem agressivos a sério.
Continuam, no entanto, a ser cães maravilhosos. Para isso contam com a ajuda dos donos que lhes ensinam o que está certo e o que está errado, elogiando-os sempre quando adoptam o comportamento mais adequado. Eles vão perceber que fizeram bem e repetirão a dose.
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Os cães entram na fase adulta por volta dos 2-3 anos e, nesta altura, mantém algumas características da juventude, como os conflitos hierárquicos com outros cães, seja por marcação do território ou por comida.
Ainda assim, espera-se que sejam já mais educados e obedeçam aos donos sem grandes birras. Eles sabem já que há que aceitar as regras da casa e são mais equilibrados nas suas atitudes.
Com o passar dos anos, não têm tanta disposição para grandes exercícios e brincadeiras, mas gostam, mesmo assim, de os fazer, ainda que a um ritmo menos enérgico do que quando eram adolescentes. Conseguem passar mais tempo sozinhos sem se sentirem tristes e abandonados.
O seu desenvolvimento físico e mental entra em fase de estabilização neste período da sua vida e isso reflecte-se também na melhor e mais tranquila relação com os donos.
São mais bem comportados (pelo menos é o que se espera de um cão adulto) no que toca às suas necessidades fisiológicas.
Esta é uma passagem mais equilibrada, estável e consolidada pela vida. O cão desfruta com maior tranquilidade os momentos que lhe são proporcionados. A vigilância médica deve ser parte integrante neste processo: as visitas regulares ao médico veterinário contribuirão para que desfrute em pleno da vida adulta. O carinho dos donos fará o resto.
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A última fase da vida de um cão não tem de ser encarada como a velhice problemática. Muitos amiguinhos de quatro patas conseguem ter qualidade de vida até ao fim. Para isso, precisam de algo bastante simples: o carinho e a dedicação dos seus donos.
Os cães seniores são mais calmos e exigem menos tempo aos donos, porque têm uma vida mais pacata, dormem mais e já conhecem os cantos à casa, pelo que não deverão fazer asneiras.
Algumas raças têm tendência para desenvolver determinadas doenças, mas nestas coisas da saúde não se podem criar regras, nem antecipar diagnósticos. Há sempre excepções; cada caso é um caso.
O acompanhamento médico é aqui fundamental, para todos os cães, mesmo os seniores que aparentam ser saudáveis. A verdade é que, embora os donos consigam decifrar muitos dos seus pensamentos ou necessidades, os cães não verbalizam da mesma maneira que nós as suas dores, medos ou ansiedades.
Em termos físicos, o desgaste vai sendo cada vez mais evidente à medida que o tempo passa, tanto a nível muscular como ósseo.
Daí que a prevenção é a melhor arma. O seu amigo viverá certamente mais saudável e feliz. Se estiver a seu lado, vai sentir-se sempre protegido! |
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Chegou o momento por que todos esperavam: a bola de pêlo está prestes a entrar pela porta lá de casa e a ansiedade é grande.
Se o novo membro da família é um gatinho bebé, por mais ansiedade que a família sintam em pegar nele e «apertá-lo» de tão fofo que é, é preciso ter calma. É natural que o gatinho sinta medo e se mostre assustado porque acabou de deixar para trás a sua mãe e irmãos.
Para lhe ser transmitida segurança, nada como começar por acolhê-lo numa caixa própria, espaçosa e arejada, de forma que a viagem até casa seja agradável e, se possível, rápida. Tudo para que o seu novo amigo não fique stressado e estranhe o ambiente que o rodeia.
Na chegada a casa, um ambiente acolhedor e pessoas que transmitam calma e gentileza facilitam logo a adaptação do gatinho. Deverá mostrar-lhe logo onde fica a caixinha com a areia onde pode aliviar as suas necessidades. Ele rapidamente vai perceber.
Não há nenhuma regra cimeira, nenhum truque que garanta o êxito do primeiro contacto entre o gatinho e a família. Tudo se processa naturalmente desde que haja muito amor e alguma paciência.
Agora, se quer jogar pelo seguro, pensando no que é melhor para o seu gato, porque não experimentar ter dois? É que um faz companhia ao outro, para brincar e para dormir, pelo que nenhum deles se sentirá desprotegido, mesmo se os donos não estiverem por perto. Dois gatos juntos dão garantias de menor trabalho e, como são animais mais independentes e que implicam menos gastos, do que por exemplo, os cães, ter dois gatinhos juntos pode ser uma boa opção.
Claro que mesmo assim eles poderão estranhar um pouco a nova casa. Há que estar atento a alguns sinais: por exemplo, comerem pouco (por isso deixe sempre «à mão» uma taça com leite) e miarem muito num tom de choro por sentirem falta da mãe e da ninhada. Mas com carinho e dedicação a dobrar nos primeiros dias e com um ambiente acolhedor, eles vão render-se aos seus encantos a aos encantos da sua família; vão sentir-se seguros e protegidos.
Gatinhos bebés choram mais durante a noite, dando sinal de que a barriga começa a dar horas. Por isso, certifique-se de que comeram bem antes de dormir, para que haja uma menor probabilidade de acordarem de madrugada, perturbando o seu sono. Também aqui ter um segundo gatinho pode ser uma ajuda preciosa, porque fazem companhia um ao outro e as duas bolas de pêlo acabam por adormecer.
E se já tiver um gato em casa e quiser dar-lhe uma companhia? Ficam aqui algumas dicas para que o primeiro contacto entre os dois felinos corra sem grandes percalços:
- Coloque perto do gato senhor da casa um cobertor ou toalha que já tenha sido usado(a) pelo novo gatinho, para que ele se habitue primeiro, e antes de o conhecer, ao seu cheiro e não estranhe mais tarde a sua presença;
- Cada um deles deverá aperceber-se aos poucos que há outro animal lá em casa; por isso, não os apresente assim que o novo elemento chega a casa;
- Uma medida de prevenção importante é que tenham, os dois, as unhas cortadas antes de se conhecerem, para evitar que soltem as garras quer por brincadeira quer por o gato já da casa encarado com algumas reticências a presença do «intruso»;
- Trate-os de igual forma; embora pense que o novo elemento precisa de uma atenção e cuidados extra, não deve descurar a dedicação que o outro gato também merece. Para que percebam que terão de dividir o espaço e os mimos, terão de ser os donos a mostrar que o amor que nutrem por eles é também em partes iguais;
- Se o novo elemento for um gatinho bebé e o que já é dono e senhor da casa for um gato adulto, tanto melhor, porque assim este poderá assumir-se como pai ou mãe do filhote, contribuindo para a sua educação. E dar-se-ão certamente melhor um com o outro, do que se fosse o caso de o novo elemento ser também um adulto. Aí a disputa pelo território seria com certeza maior.
Se tiver outro animal que não um gato (por exemplo um cão), adopte os mesmos procedimentos. É um mito que cães e gatos não se possam dar bem. Muitas vezes os cães mais velhos acabam por apadrinhar os gatinhos mais novos e indefesos com o mesmo carinho que sentiriam por cachorros.
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Um gato jovem ainda enche o peito para a brincadeira, isto é, ainda tem muita energia e entra com facilidade nos joguinhos do «atira a bola que eu vou apanhar com todo o gosto».
Se lhe dermos liberdade para saltar para os móveis, frigorífico ou até para cima da televisão, ficam todos felizes e ficam com o caminho livre para algumas traquinices. São atitudes próprias de um adolescente e os gatos são peritos em provocar os seus donos: desde arranhar os sofás ou as cortinas até se esconderem em sítios bem apertados como gavetas, prateleiras e tupperwears!
Mas nada como a idade para atingir um maior equilíbrio comportamental: os gatos jovens já dão sinais claros de que querem ir passear ou que querem comer, miando e roçando-se nos donos até eles cederem. Nem que para isso tenham de andar atrás deles pela casa toda.
Com alguma autoridade, os donos conseguirão levá-los a perceberem o que é certo e o que é errado; no fundo, até onde podem ir as asneiras.
Quando se tornam mais adultos, a tendência é para que fiquem mais obedientes e mais calmos. São também mais autónomos e não precisam da nossa ajuda para se defenderem.
E a preguiça que também os caracteriza e as horinhas de sono da praxe? Essas continuam sempre!
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Os gatos podem viver durante muito tempo e com qualidade. Por volta dos 10 anos passam a ser gatos seniores. Implicará isso mais cuidados médicos, outra alimentação, ou será a mesma coisa?
O envelhecimento dos gatos é semelhante ao das pessoas e, por isso, nunca são de menos as visitas regulares ao médico para ver se a «máquina» está a funcionar em condições.
Nesta fase da vida, os gatos começam a perder massa muscular e ganham mais gordura em todo o corpo. Se os donos não forem cuidadosos, ganham peso num abrir e fechar de olhos! Em qualquer idade, os gatos têm tendência para dormir muito (até 16 horas por dia) e são preguiçosos, pelo que lhe cabe a si dosear aquilo que ele come. Sempre tendo em conta que vida de gato, sobretudo vida de gato caseiro, é sempre uma vida um pouco sedentária.
Deste modo, opte por comidas com baixo valor calórico e com menos proteínas. A roda dos alimentos de um gato idoso deve incluir sobretudo vitaminas e minerais.
Como reconhecer os sinais de que o seu gato está a ficar mais velhote? Se for incapaz de saltar para cima de móveis que antes eram um alvo bastante fácil, se passar a andar num ritmo mais lento e se dormir (ainda) mais do que antes, isso quer dizer que o seu pequeno amigo já entrou na velhice.
Fazendo contas à vida, 14 anos é a média da longevidade actual de um gato, mas tudo aponta para que aumente nos próximos anos, porque já existem muitos felinos a chegar à barreira dos 20 anos. E com saúde e bom sentido de alerta.
Para uma vida longa nada como ter uma boa genética, a devida assistência veterinária, uma boa alimentação e um meio ambiente onde os gatos se sintam seguros e protegidos. E, claro, o amor e dedicação dos donos fazem o resto. Quilos de mimo podem, afinal, fazer a diferença!
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