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Dicas e Utilidades - A Saúde de um Animal


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Leishmaniose é uma doença causada por parasitas intracelulares do género Leishmania, no Homem, no cão e noutros animais. As leishmanias multiplicam-se nos macrófagos que acabam por ser destruidos, indo posteriormente infectar outras células. As Leishmanioses Humanas podem ser classificadas de três formas de acordo com as manifestações clínicas: Leishmaniose Cutânea, Leishmaniose Mucocutânea e Leishmaniose Visceral. A Leishmaniose Canina manifesta-se na maioria das vezes como uma doença viscero-cutânea, isto é, para além do envolvimento dos órgãos internos, apresenta também alterações cutâneas.
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Leishmania infantum –
Forma amastigota.
Fonte: http://www.nationalbiove
tlab.com/supply_req.php
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Leishmania infantum – Forma promastigota.
Fonte:http://www.susanamendez.com/ LeishmaniaFacts/WhatIsLeishmaniasis.html
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Em Portugal, os insectos flebotomíneos fêmea do género Phlebotomus são os agentes transmissores destes parasitas. Se infectados, ao picararem para se alimentar, introduzem os parasitas directamente na pele do hospedeiro.
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Apresentam, geralmente, uma cor castanha clara, com um comprimento variando entre os 2 e os 3 mm. Não emitem zunido quando voam, ao contrário dos mosquitos.
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Phlebotomus perniciosus.
Fonte:http://picsbox.biz/key/definition%20of%20old%20world%20leishmaniasis |
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Phlebotomus perniciosus.
Fonte: http://www.raywilsonbirdphotography.co.uk/
Galleries/Invertebrates/
Diptera/Phlebotomidae.html
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O género Phlebotomus surge desde a bacia do Mediterrâneo ao Médio Oriente e o género Lutzomyia na América Latina. O seu desenvolvimento é favorecido por temperaturas amenas a elevadas e locais húmidos, tais como zonas de areal e zonas ajardinadas com matéria orgânica.

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Está presente de forma esporádica em todo o país, sendo que, os principais focos situam-se na região deTrás-os-Montes e Alto Douro, na sub-região da Cova da Beira, no concelho da Lousã, na região de Lisboa e Setúbal, no concelho de Évora e do Algarve e em algumas áreas do Alentejo e Ribatejo.
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Entre os meses de Maio e Outubro, podendo considerar-se que o pico de actividade é em Julho e Agosto. No entanto, devido às alterações climáticas, estas épocas podem sofrer alteração. A actividade da maioria das fêmeas é crepuscular ou nocturna.
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Após exposição do cão a um flebótomo infectado com Leishmania, irá ocorrer uma das três seguintes situações:
- O sistema imunitário evita o estabelecimento da infecção, erradicando-a, e consequentemente, o cão permanece saudável;
- O cão é infectado mas não apresenta sintomatologia (durante anos ou mesmo toda a vida);
- O cão é infectado e apresenta sintomatologia.
Os animais sintomáticos podem conseguir controlar a infecção espontaneamente, ou evoluir para uma situação de doença crónica.
Os primeiros sinais clínicos podem aparecer entre meses a anos após a infecção e manifestam-se da seguinte maneira:
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Apatia progressiva;
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Perda de peso e atrofia muscular;
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Alterações na pele – seca, dura, rugosa, perda de elasticidade, lesões (úlceras);
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Pêlo baço e quebradiço;
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Perda de pêlo progressiva e descamação, inicialmente na região dos olhos, focinho e pavilhão auricular, posteriormente nas regiões do pescoço, tórax, tuberosidades ósseas, cauda, podendo generalizar-se a todo o corpo;
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Lesões oculares, nomeadamente conjuntivites;
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Crescimento exagerado das unhas - onicogrifose;
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Hemorragia nasal;
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Entre outros.
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Úlceras na mucosa nasal e lesões oculares.
Fonte EVANS, D.A., REBÊLO, M.E. Leishmaniose Viscero-Cutânea no Cão Doméstico (estudo laboratorial e clínico). |
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Alopécia e úlceras.
Fonte: Fonte EVANS, D.A., REBÊLO,
M.E. Leishmaniose Viscero-Cutânea no Cão
Doméstico (estudo laboratorial e clínico). |
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Alopécia e úlceras na zona do
focinho e dos olhos.
Fonte: SANTOS-GOMES, G. &
FONSECA, I.P. et al.
Leishmaniose Canina. |
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Alopécia e descamação na zona do focinho, pavilhão auricular, olhos, região dorsal e cauda.
Fonte: Fonte EVANS, D.A., REBÊLO, M.E. Leishmaniose Viscero-Cutânea no Cão Doméstico (estudo laboratorial e clínico). |
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Os testes de diagnóstico devem ser realizados sempre que exista suspeita clínica da doença ou como rotina em zonas endémicas. O diagnóstico precoce é de extrema importância, pois quanto mais cedo for diagnosticada a doença, menos disseminado estará o parasita e melhor será o prognóstico.
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Um cão infectado, em que o seu sistema imunitário por si só não consegue destruir o parasita, não tem cura. Na maioria dos casos, num cão sujeito a tratamento não se consegue a eliminação total dos parasitas, somente uma diminuição dos sintomas, ficando, por vezes, curado clinicamente durante meses a anos (embora portador de leishmanias), seguido de possível recaída.
A terapêutica vai depender do estado de evolução da doença e acenta na utilização de fármacos com vista a diminuir o número de parasitas e os sintomas. Existe, também, terapêutica complementar com base no uso de fitoterapia e homeopatia.
O animal pode manter uma boa qualidade de vida, desde que diagnosticado precocemente e tratado adequadamente.
A inexistência de tratamento em caso de doença crónica leva à morte do animal.
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- Usar produtos com efeito repelente sobre os flebótomos, tais como coleiras Scalibor®, pipetas Pulvex® e pipetas Advantix®;
- Manter os animais dentro de casa, sempre que possível, desde o anoitecer até ao amanhecer, durante a época de maior actividade dos flebótomos;
- Assegurar o bom estado de saúde do cão, por forma a garantir um eficiente sistema imunitário;
- Está recentemente disponível uma vacina preventiva.
É extremamente importante a utilização de coleiras insecticidas para evitar novas infecções e, também, para que o animal portador não possa infectar o flebótomo, contribuindo para a dispersão da leishmaniose.
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O contágio é possível, através da picada do insecto vector, no entanto, numa pessoa saudável o sistema imunitário é habitualmente capaz de erradicar o parasita.
Existem casos de Leishmaniose noutros animais, tais como em gatos e em cavalos, no entanto a sua recuperação é, igualmente, espontânea (salvo algumas excepções).
Sílvia Honrado, estudante de Medicina Veterinária na FMV-UTL. Bibliografia:
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SANTOS-GOMES, G. & FONSECA, I.P. et al. (2008). Leishmaniose Canina. Ed. 1. Chaves Ferreira – Publicações, S.A., Lisboa.
-
URQUHART, G.M., ARMOUR, J. et al. (1998). Parasitologia Veterinária. Ed. 2. Guanabara Koogan S.A., Rio de Janeiro.
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EVANS, D.A., REBÊLO, M.E. (1996). Leishmaniose Viscero-Cutânea no Cão Doméstico (estudo laboratorial e clínico). Instituto de Protecção da Produção Agro-Alimentar, Lisboa.
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(10/02/11). ONLeish – O Observatório Português das Leishmanioses. http://www.onleish.org/index.php?article=28&visual=3
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